Yafo

  

    Jaffa é mencionada pela primeira vez, em cartas egípcias de 1470 a.C., vangloriando-se de sua conquista pelo general Djehuti durante o reinado de Tutmés III, que usou o truque do "cavalo de Tróia" - escondendo guerreiros armados em cestas e entregando-as ao governador da cidade de Jaffa como um presente. 

    Uma descrição detalhada desta guerra é apresentada no papiro Harris 500 atualmente em exibição no Museu Britânico em Londres.

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     O papiro data de começos da 19a dinastia, durante o reinado de Seti I ou Ramsés II. Está escrito em hierático e conserva-se em forma fragmentar: o começo perdeu-se e o restante do texto tem muitas lacunas. No fragmento conservado, Djehuti convida o príncipe de Jopa (Jafa) a um encontro no seu acampamento perto da cidade. O príncipe acode com 120 soldados, e Djehuty convida à sua barraca, onde o nocauteia.

     Oculta duzentos dos seus soldados em cestas, carga-os sobre animais e envia à cidade para anunciar que os egípcios se renderam e estão enviando um tributo. As duzentas cestas são levadas por 500 porteadores, que não são mas que soldados de Djehuti: uma vez dentro da cidade, conquistam-na. A história termina com uma carta na qual Djehuti informa ao faraó desta vitória. Embora os acontecimentos descritos nesta história sejam fictícios, estão situados num contexto real: Tutmés realizou um total de 16 campanhas na Síria entre 22 e 42 do seu reinado; a tomada de Jafa aconteceu numa das primeiras campanhas 

  

    Jaffa é mencionada em vários livros da Bíblia, e no Livro de Josué a cidade está localizada dentro do território da tribo de Dan, mas parece que a tribo não conseguiu conquistar todo o seu território.(Josué 19.46)


    Após a derrota dos filisteus, o rei Davi e seu filho Salomão governaram em Jaffa, por esta cidade, toras de cedros eram trazidas do Líbano, e a madeira era utilizada na construção do Templo e do palácio de Salomão em Jerusalém que fica cerca de 55 km daqui. 


   

      Nos dias dos reis de Judá, a cidade de Jaffa, foi usada como um porto de residentes judeus do reino, na qual o profeta Jonas começou sua jornada em sua fuga da sua missão a Nínive (Jonas 1.3)


    E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.


    Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor. Jonas 1:1-3


    A viagem ocorreu provavelmente no tempo do rei Jeroboão II. Nos dias do rei Ezequias, em 701 a.c., a cidade foi usada para a invasão de Senaqueribe, rei da Assíria 

  

    O Novo Testamento menciona a história de Pedro, que estava hospedado na casa de Simão, o curtidor, e trouxe a viúva Tabita da morte. 


    E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
E aconteceu naqueles dias que, enfermando ela, morreu; e, tendo-a lavado, a depositaram num quarto alto.


    E, como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois homens, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles.


    E, levantando-se Pedro, foi com eles; e quando chegou o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e roupas que Dorcas fizera quando estava com elas.


    Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.
    E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.
    E foi isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor.


    E ficou muitos dias em Jope, com um certo Simão curtidor. Atos 9:36-43

Em Jaffa, um anjo apareceu a Pedro e o ordenou a comer de todos os animais da terra, dos animais e répteis e as aves do céu". Pedro protestou dizendo que ele nunca tinha comido algo "abominável e imundo". Esse sonho, possibilitou a Pedro uma conexao com Cornelio, gentio. E assim, Cornelio creu.


Atualidade

  

    Jope sempre foi um porto muito importante em Israel, até a inauguração do Porto de Ashdod, em 1965, quando foi desativado (atualmente, o Porto de Haifa é o maior do país). Foi também um importante local estratégico, onde as tropas turcas se concentravam. Napoleão chegou a invadir a cidade.


    O comércio sempre foi forte aqui. Na antiga Palestina do mandato britanico, era reduzida a parcela urbana dos habitantes e a população local fazia suas feiras nas vilas maiores, como Jaffa (Jope). Desde o fim do Século XIX, também existiram plantações de laranja na área ao redor da cidade, primeiro plantadas por árabes, depois por judeus chegados de países da Europa, que passaram a compor uma parte significativa da população de Jaffa a partir dos anos finais do Império Otomano. 


    Em 1909 construíram Tel Aviv, e desde essa data a história de Jaffa tem estado intimamente ligada à desta cidade, com a qual foi fundida em 1950, dois anos após a proclamação do Estado de Israel, formando com ela uma só municipalidade: Tel Aviv-Yafo.