Yom Yerushalaim (Dia de jerusalém)

     Jerusalém sempre foi um símbolo especial, especialmente para um povo sem pátria. Foi esta cidade, que manteve nosso povo vivo na Diáspora. Em tempos inquietantes – especialmente durante os mais árduos – o sonho de retornar a Jerusalém foi o que permitiu que nosso povo perseverasse. 


     Durante as perseguições nas mãos da Inquisição, opressões por diversos governos, pogroms e nos campos nazistas, os judeus sussurravam para si próprios “No próximo ano em Jerusalém” – e isso foi o que lhes deu forças para sobreviver as mais difceis provações.

Jerusalém é a alma de Eretz Israel (Terra de Israel). 


     Israel sem Jerusalém não poderia existir. A cidade é associada com tudo o que é sagrado na Terra: porque foi o próprio D-us, quem a plantou no meio das nações – "Assim diz o Senhor D-US: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela." (Ezequiel 5.5)


     A história não registra nenhuma cidade do mundo que tenha passado tantos sofrimentos como essa. Desde o início dos registros históricos, Jerusalém já foi destruída e reconstruída por pelo menos vinte vezes.


     Jerusalém é associada, também, ao Templo Sagrado e à Bíblia. Quando Jerusalém é mencionada, temos uma referência ao testemunho de D-us. É única entre todas as cidades. 

Assim como as capitais dos tempos modernos, como Washington, Moscou, Paris e Brasília são usadas para identificar seus respectivos governos, Jerusalém é usada na Bíblia para representar o reino messiânico. "...seu trono ficará firmemente estabelecido para sempre." (2 Samuel 7.16) "Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e Jeová D-us lhe dará o trono de Davi, seu pai." (Lucas 1.32).


     O Messias governará em poder e majestade, quando retornar.

Assim, Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) celebra bem mais do que um dia no qual a cidade foi libertada do domínio estrangeiro em 1967, na Guerra dos Seis Dias. Yom Yerushalayim é um dia de graças e júbilo pela simples existência da cidade. A Cidade de D-us, que Ele confiou a seu povo.


     Há 51 anos, Jerusalém voltou a seus legítimos donos – o único povo que fez dela a sua capital – um povo que durante 2.000 anos orou por ela, mencionando-a em suas preces, chorando por ela, lamentando-se, escrevendo livros, canções e poemas sobre sua Cidade Eterna. 


Jeremias lamentou o estado desolado de Jerusalém após sua destruição pelos babilônios. 

Ezequiel proferiu aos hebreus, palavras de de conforto e esperança. Quando a cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos.

Zacarias mencionou o dia em que o Senhor defenderá Jerusalém de seus inimigos.

 

     Hoje, as palavras do Profeta Zacarias deixaram de ser apenas um sonho, se tornando numa promessa cumprida literalmente, e esta foi uma das promessas que ajudou nosso povo a atravessar a Diáspora longa e dura. O retorno do Povo Judeu a Jerusalém comprova isto.

“Voltarão a sentar anciãos e anciãs nas ruas de Jerusalém... e as praças da cidade ficarão repletas de crianças que brincarão também em suas ruas” (Zacarias 8.4).


     Assim como se cumpriram as palavras deste profeta, assim também em breve se cumprirão as palavras dos demais profetas. Que seja a vontade de D-us que esse tempo venha muito em breve, em nossos dias.



Shalom, desde Sião!