Yom Kipur

     No calendário judaico, Yom Kipur começa no crepúsculo, do 10° dia de Tishrei, 7° mês hebreu, que coincide com Setembro\Outubro, até ao seguinte pôr do sol. Judeus em todo Israel, tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 24 horas e oração intensa.

D-us concedeu um dia para expiação dos pecados da nação.

"E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós." Levítico 16:29


     Entre o Rosh Hashanah e o Dia do Perdão (Yom Kipur), há um período de dez dias separados para o arrependimento dos pecados de Israel. Esses dez dias são um período especial onde as pessoas se tornam mais contemplativas acerca de seus pecados, num nível coletivo-nacional. 

O Dia da Expiação na Bíblia, seguia um rígido padrão de eventos. Era o único dia do ano em que o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos. Primeiramente, ele entrava pelos seus próprios pecados, em seguida, pelos pecados do povo, como vemos mencionado em Levíticos e também no Novo Testamento em Hebreus 9.7. 


     Ao falarmos sobre o Yom Kipur nos dias de hoje, é importante lembrar que Israel está sem o seu Templo Sagrado, desde o ano 70 d.C., o único lugar, no qual D-us permitia a  realização dos sacrifícios. 

Os judeus da atualidade continuam observando esta data e consideram o Yom Kipur como um dia temível, um dia de decisão entre a morte e a vida eterna. Por isso, os judeus afligem sua alma com jejum e orações (Lv 23:32).


     Isaías, o profeta, descreveu a maneira pela qual esse dia estava sendo observado alguns séculos mais tarde. “…um dia para que o homem se humilhe… para inclinar a sua cabeça como junco e para se deitar sobre saco e cinzas…” (Is 58.5). Era um dia solene de aflição de alma.

E por causa da solenidade que traz esse dia, tornou-se tradição separar dez dias entre os dois dias santos para contemplação e arrependimento, orações e jejum.


     A consciência de pecado ensinada por Shaul (Ap. Paulo) está provavelmente influenciada pelas orações deste dia solene. Versos como, Romanos 7.24 “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”, podem estar influenciados pelas confissões do dia da expiação, que repetidamente enfatizam a fraqueza e a vulnerabilidade do homem, diante de Seu criador.


     'Consciência de pecado' talvez seja um tema muito importante em igrejas ocidentais e o tema 'arrependimento' é certamente o maior princípio de todas as religiões bíblicas. Os cristãos frequentemente pensam que são proprietários de confissões e arrependimentos, por fé e graça.

A verdade é que tanto no judaísmo e até mesmo no islamismo, há uma forte crença para o arrependimento.


     Não existe nenhuma outra nação que separe dez dias para meditar acerca da expiação e perdão dos pecados como a nação de Israel.


     Há muitas coisas que se pode aprender do judaísmo, nos 10 dias de arrependimento, pois o judaísmo bíblico não é pagão, ele é acima de tudo centrado na pessoa do Messias!

- Meditação acerca de nosso “status” com D-us.

- Necessidade de arrependimento.

- Confissão de pecados.

- Orações e jejum.


     Embora o arrependimento seja de responsabilidade individual, é importante que as pessoas façam isto de forma coletiva também.

Algumas pessoas desprezam essa idéia e dizem que devemos nos arrepender diariamente, mas a verdade é que há muitos pecados que cometemos inadvertidamente e, muitas vezes, sem ter consciência deles. 


     Minha oração, é que durante estes dez dias de arrependimento, o Senhor se revele ao Seu povo amado, mostrando que Ele já proveu o cordeiro para expiação dos pecados. Minha oração também, pelos cristãos, para que separem um tempo, em disciplina de jejum e oração,  para avaliar seus erros e pecados coletivos e individuais cometidos.


"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto."